
No ano de mil novecentos e sessenta e dois, o menino sonhou que voava pelo campos do Chile, tabelando ao lado do “anjo” Mané e fazia um gol para o Brasil. Com oito anos o menino não entendia ainda as coisas do futebol, mas sonhava com a camisa amarela, e com o “anjo” Mané.
O tempo passou, o menino cresceu, os sonhos são raros, mas a paixão permanece. Paixão pelo fantástico futebol brasileiro, paixão pela camisa amarela da seleção brasileira, paixão pelo “anjo” Mané que transformou-se em ídolo eterno, paixão pelo Botafogo, o time imbatível do “anjo Mané nos anos sessenta.
O “Rei” Mané tombou derrotado pela vida, o Botafogo passou por maus momentos, a seleção foi derrotada, perdeu títulos. Apesar de tudo, a paixão pelo futebol é eterna, está cravada na alma do menino do Brasil. Ela não pode morrer, o que será dos outros meninos, se não lhes for permitido sonhar e apaixona-se pela amarelinha, tão amada pelo mestre Zagalo.
O futebol brasileiro vive uma outro momento, a realidade dos nossos clube não é das melhores, a seleção brasileira se transformou numa empresa manipulada por maqueteiros comandados pelo Ricardo Teixeira, os nossos craques estão sendo exportados para outro países ainda meninos, seduzidos pelo poder do euro e da fama, induzidos por alguns empresários que só pensam em ganhar dinheiro.
Porém tudo isso não deve ser motivo para apagar a chama da paixão, que enfeitiça a alma dos brasileiros pelo futebol. Devemos preservar a memória dos nosso ídolos , reavivar o grandes momentos do futebol brasileiro, e acreditar que os meninos do Brasil continuarão sonhando e que voarão leves e soltos, tabelando com o “Rei Mané pelos gramados do mundo.

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CAUROSA